quinta-feira, 13 de julho de 2017

O equilíbrio entre atacar e defender no futebol

         

Não é novidade que a maioria das pessoas que assistem à jogos de futebol, gostam de um jogo bem jogado, com jogadas bem trabalhadas, dribles e gols bonitos. Nos últimos tempos, infelizmente, temos assistido jogos com poucas jogadas construídas, e equipes se preocupando mais em defender do que atacar.
Acredito que esse é o grande desafio de um técnico, implantar um sistema defensivo sólido, que tome poucos gols, ganhando confiança a cada jogo, e um sistema ofensivo leve, criativo, que construa jogadas dinâmicas que envolvam o adversário. Vejo que para  se obter equilíbrio, o técnico necessita de alguns fatores importantes:
1- Tempo de trabalho: Uma pré temporada ideal, com várias sessões de treinamento darão à comissão técnica, o tempo necessário para implantar o modelo de jogo ideal, conforme as características dos atletas inseridos no grupo. Além de um bom condicionamento físico e técnico, gerando uma probabilidade baixa de  lesões, não queimando etapas na preparação.
2- Características dos atletas no grupo: Além de possuir atletas com características defensivas no grupo, é muito importante o grupo de trabalho ser composto por atletas criativos, ousados, leves, que tenham personalidade para criar jogadas ofensivas. Claro que o técnico tem papel fundamental no sistema ofensivo também, porém acredito ser mais difícil ajustar esse sistema do que o defensivo. O sistema de defesa, com repetições e comprometimento dos atletas se ajusta, porém o ataque, leva mais tempo. Movimentações em sintonia são necessárias para se construir jogadas mais agudas, furando o bloqueio adversário.
Infelizmente, as pré-temporadas são mais curtas, o que dificulta muito o trabalho do técnico e sua comissão, além disso, o calendário, com dois jogos por semana e viagens, atrapalham também.
O despreparo de alguns dirigentes, no momento de avaliar uma contratação, e definir o futuro do técnico ao longo da competição, são fatores que atrapalham muito o processo. A cobrança imediata por resultados, faz com que alguns técnicos se descaracterizem, mudando sua forma de trabalhar e de pensar o futebol, pois sabem que em duas ou três rodadas podem já não estar mais no comando da equipe.
No entanto, acredito que mesmo com tantas dificuldades que temos aqui no Brasil, nós técnicos, precisamos plantar a semente hoje, para quem sabe num futuro modificar essa cultura. Exigir mais tempo de trabalho, criando leis e novos contratos com tempos maiores de duração, mostrando que só a sequência, o trabalho a longo prazo pode gerar resultados positivos. Não se monta uma equipe campeã de um mês para outro.



segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

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segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Futebol brasileiro - Resultado ou performance






Há muito tempo se discute, o que é mais avaliado no futebol brasileiro, o resultado a qualquer custo ou a performance da equipe, a sua produtividade. Muitos podem se perguntar, sem performance a equipe não obterá resultados positivos, portanto, o resultado é sim importante em uma avaliação. Mas a questão é muito mais complexa, o que os nossos dirigentes avaliam na escolha do técnico, e como é avaliado seu trabalho durante as competições.
Temos muitos exemplos neste último Campeonato Brasileiro da série A. Equipes que mantiveram seus técnicos e conseguiram êxito na competição, como o título, ou uma vaga para à Libertadores 2017, e outras equipes que tiveram inúmeras trocas de comandantes, demonstrando a falta de convicção na hora de contratar. Claro, que muitas vezes, a escolha do técnico pode dar errado, mas o simples fato de trocar por trocar, é que faz muitas equipes se "atrapalharem" durante o seu ano. Em raríssimas vezes, se percebe, que a escolha foi através de um estudo, buscando um perfil de técnico, condizente para se trabalhar com o grupo existente, e com a identidade que o clube pede.
Muitas vezes se avalia o nome do técnico, mas muitos dirigentes, nem se quer sabem a sua metodologia de trabalho, não buscam informações, não se informam sobre o novo contratado. Trazendo um nome conhecido, se isentam de críticas e se protegem das cobranças, sendo muito mais fácil do que apostar em um técnico promissor, jovem que ainda está buscando o seu espaço.
O resultado é importante, mas é preciso se avaliar, de que forma ele está acontecendo. Ele pode vir, de uma forma mascarada, sem rendimento, sem produtividade, o que logo aparecerá, e num campeonato a médio, longo prazo, será determinante para a queda dessa equipe. Não se obtém resultados positivos, sem eficiência, sem uma construção da forma de jogar. Lembro de uma entrevista do Tite, quando foi desclassificado da Libertadores pelo Corinthians, dizendo que a equipe estava tendo boas atuações, com boa produtividade em campo, mas os resultados não vinham, ele sabia que logo os resultados apareceriam, se continuassem naquela linha de trabalho, acreditando e não perdendo o foco. Logo, isso aconteceu e todos sabem da sequência positiva que ele, Tite, obteve frente a equipe paulista.
A questão é, nossos dirigentes, sabem detectar isso? O momento certo de avaliar o resultado e a performance da equipe? Quando se tem um modelo de jogo, uma forma de jogar, ou se está vencendo simplesmente por acaso.
Já estamos vendo uma luz no fim do túnel, com a renovação de dirigentes no mercado, uma visão diferente. Técnicos jovens também estão buscando seu espaço e conseguindo se firmar no mercado. No entanto, temos muito ainda para evoluir, somos penta campeões mundiais sim, e conseguimos a maioria desses títulos, num momento, aonde o talento era o diferencial. Hoje, o futebol mudou, a compactação das equipes melhoraram, devido ao avanço da parte física, vimos uma Costa Rica mostrar organização em campo, e outras seleções mostrando ao mundo que o futebol evoluiu e se igualou muito.
Estudar é importante sim, acredito no aprendizado diário. A partir do momento que acharmos que não precisamos estudar mais, vamos estacionar, e ficar para trás, na vida é assim, e no futebol não é diferente.
Futebol brasileiro, resultado ou performance? Ainda fico com a performance, seguindo meus princípios e valores. Não acho correto se descaracterizar muitas vezes, só para atingir o resultado a qualquer custo, acredito no futebol bem jogado, na essência do futebol brasileiro, ser protagonista do jogo, ter o controle das ações. Sim, podemos voltar a ser os primeiros do mundo, mas antes precisamos saber o por que saímos de lá!

Júlio César Nunes
Técnico de futebol 
CREF: 017221-G/RS

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Júlio César Nunes comandará o União Frederiquense na Divisão de Acesso'17


Foi anunciado na última sexta-feira, 18, o novo treinador do União Frederiquense que irá trabalhar na Divisão de Acesso do ano que vem. Trata-se do jovem e experiente treinador Júlio César Nunes, que realizou bons trabalhos por onde passou. O profissional já vinha sendo monitorado pelo clube, e desta vez virá para Frederico Westphalen.
O novo comandante do Leão da Colina foi auxiliar técnico de Luiz Carlos Winck no Esportivo em 2012, e campeão da Divisão de Acesso. Logo em seguida foi para o E.C. Passo Fundo em 2013, onde também levantou à taça, da Copa Serrana. Depois retornou ao Esportivo para a disputa da Copa Serrana em 2014. No mesmo ano esteve no Gaúcho de Passo Fundo, onde teve aproveitamento de 70% na terceirona gaúcha. Dos 14 jogos, foram nove vitórias, dois empates e três derrotas. Em 2015, Nunes chegou ao Palmeirense, e neste ano atuou pela recém-formada, PRS de Garibaldi na disputa da copinha.
O jovem treinador de 32 anos, possui uma bagagem de mais de 13 anos, entre categorias de base e profissional, por isso se destaca no cenário gaúcho como um dos mais experientes treinadores do certame. Nunes já trabalhou ainda, em todas as categorias de base do Juventude e do Caxias, e sub-20 do Campo Mourão (PR).
Juntamente com a direção do clube, o novo técnico do Leão da Colina aproveitou sua estada em Frederico Westphalen para acompanhar o jogo da base do clube no campeonato Integração.
Preparador físico e auxiliar técnico
Juntamente com o anúncio do novo treinador, o clube também já fechou sua comissão técnica para à próxima temporada. Na preparação física, retorna o velho conhecido do torcedor, Pedro Evandro Francke, enquanto que o auxiliar técnico será Jaílson Zatta.

FONTE: Folha do Noroeste