segunda-feira, 7 de julho de 2014

Júlio Nunes busca sua afirmação



  


Depois do Campeonato Gaúcho e da queda do time para a segunda divisão, (recursos ainda pendentes para julgamentos na STJD, no Rio de Janeiro), a direção do Clube Esportivo confirmou participação nas copas RS (Copinha) e Serrana, que ocorrerão a partir do mês de agosto. Os eventos irão movimentar o Departamento de Futebol do alviazul e os atletas na preparação do time para o próximo gauchão, já que a direção acredita numa reversão de pontos e mandos de campo, que assegurará o clube na divisão principal do campeonato.
Pensando nesta ideia de reformulação, o diretor de futebol Edu Casagranda, com o aval do presidente do clube Luis Oselame, manteve um dos profissionais que há quatro anos vem desempenhando uma função um pouco diferente no estádio Parque Montanha dos Vinhedos. De auxiliar técnico dos times treinados por Luis Carlos Winck, Emerson Ávilla e Flávio Campos, agora se efetivou como novo treinador do clube para o final desta temporada e início da próxima de 2015.

Trata-se de Júlio César Nunes, 29, técnico jovem, mas com uma visão no futuro do clube, pois trabalhou com as categorias de base e vem mantendo um banco de dados de atletas com perfil para fazer parte do elenco da equipe e atuar no time em várias temporadas.
Júlio iniciou como treinador das categorias de base no Esportivo e, após, foi auxiliar de Luis Carlos Winck, em 2012, onde o Esportivo chegou nas semifinais do Gauchão daquela temporada. Depois, em 2013, foi para o Passo Fundo a convite do Winck e conquistou a Copa Serrana,. Retornando ao alviazul trabalhou com os técnicos Emerson Ávilla e Flávio Campos. 
Após a experiência, a direção o efetivou como funcionário do clube, e Nunes passou a ter uma função diferente neste tempo, após o gauchão, ele buscou informações de atletas em clubes de diversas divisões no estado e agora, como técnico, pretende formar uma base forte para que o Esportivo retome a sua força como um dos principais clubes no Estado e conquiste seu espaço novamente no cenário do futebol gaúcho e nacional.


FONTE: http://www.jornalsemanario.com.br/caderno/julio-nunes-busca-sua-afirmacao

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Ideias de jogo e ambições do novo técnico alviazul

Júlio quer que a primeira chance como treinador efetivo seja “um salto sem volta” na carreira
Fotos: João Paulo Mileski
Ideias de jogo e ambições do novo técnico alviazul
A participação nas Copas Serrana e RS marcarão um momento de recomeço para o Esportivo, com reformulação no departamento de futebol, comissão técnica e plantel. O ex-auxiliar Júlio César Nunes, por sua vez, terá a chance de começar. Aos 29 anos, o caxiense terá sua primeira oportunidade como treinador efetivo à frente de uma equipe profissional. Os prognósticos são bastante desafiadores, já que o limitado orçamento do clube deve viabilizar não mais do que uma equipe modesta, com jogadores jovens e desconhecidos. A motivação do iniciante treinador, contudo, é proporcional ao desafio.
Nessa entrevista ao SERRANOSSA, Júlio demonstra que, apesar da pouca idade, está bastante municiado de experiência sobre conceitos de jogo. O perfil é de um técnico adepto ao futebol moderno, com ideias além das convencionais, e que ressalta ter aprendido muito com Luis Carlos Winck, com quem trabalhou por dois anos, no Esportivo e no Passo Fundo. Se dará tão certo quanto o principal treinador da história recente do alviazul, não se sabe. Confiança, no entanto, não falta. “Pretendo dar esse salto para não voltar mais”, aspira.
SERRANOSSA - Você esperava por essa oportunidade nesse momento?
Júlio César Nunes - Eu já estava me preparando para ter essa oportunidade. Talvez as pessoas não conheçam toda a minha trajetória, mas desde 2010 eu venho tendo trabalhos no profissional, como auxiliar e interino em algumas situações. Acredito que um momento muito importante foi quando me desliguei totalmente da base e passei a ser somente auxiliar do Esportivo, em 2012. Aprendi muito com o Winck, conquistamos o título da Divisão de Acesso e depois fizemos uma boa campanha no Gauchão, quando eliminamos o Lajeadense, que era muito favorito, na casa deles, e fizemos uma semifinal contra o Inter. Depois disso eu saí, fui para o Passo Fundo e foi uma experiência muito interessante porque eu pude vivenciar outro clube e conhecer outras pessoas, outros dirigentes. Aceitei o convite para voltar ao Esportivo com o objetivo de ter novos contatos, conviver com novos profissionais e agregar no meu currículo novas tendências e metodologias. Trabalhei com o Emerson Ávila, aprendi muito com ele e toda a comissão técnica, com o Maia (preparador de goleiros), com o Gerson Rocha (preparador físico). Se a oportunidade viesse agora, como aconteceu, ótimo; se fosse mais na frente, não haveria problema. Mas eu já vinha me preparando para esse momento e me sinto pronto para a incumbência que o clube me deu. Agradeço ao Esportivo por ser o clube que me abriu as portas, lá em 2010, e agradeço, agora, pela oportunidade e confiança. Pretendo dar esse salto para não voltar mais.
SERRANOSSA - Como funcionário do clube, você trabalhou com treinadores como Hélio Vieira, Nestor Simionato, Luis Carlos Winck, Flávio Campos e Emerson Ávila. Com quem aprendeu mais?
Júlio - Eu acho que é um somatório. Vou dar o exemplo de alguém que admiro muito e muitas vezes, quando posso, acompanho de perto, em treinos e jogos: o Roger (técnico do Juventude). É um cara que teve uma trajetória parecida com a minha. Claro, ele foi um grande jogador, mas depois foi estudar, se formou em educação física e foi ser auxiliar do clube. E quando você é auxiliar do clube, você trabalha com vários treinadores e vai pegando o que cada um tem de melhor. Eu não tenho como não citar o Winck, porque trabalhei dois anos com ele e trata-se de um exemplo de profissional e pessoa. O Ávila me agregou muito na parte tática, mas com o Winck aprendi muito sobre comando, postura, lidar com situações do dia a dia, com direção, comissão, atletas. O treinador também é um gestor, ele tem que gerenciar pessoas, e o Winck faz isso muito bem e eu me espelho muito nele. Mas aprendi um pouco com cada um, a gente vai somando tudo e definindo o próprio perfil.
SERRANOSSA - Você profere cursos sobre táticas, estratégias e preparação de jogo. Agora, na prática, tem algum modelo ou sistema que planeja adotar ou isso depende dos jogadores que terá à disposição?
Júlio - Não tem como falar de modelo e sistema sem antes começar pela montagem do grupo. Ela é importantíssima em um processo de equipe. Primeiro, porque você está inserido em um clube que tem suas tradições, suas raízes, e a história do Esportivo mostra que sempre foram equipes aguerridas, competitivas, e a gente não pode fugir disso. Eu estou no futebol gaúcho, em um clube de quase 100 anos, com uma grande história. Então pretendo, sim, mesmo com uma equipe jovem, formar um time competitivo, com jogadores que queiram crescer, buscar o seu espaço. Eu tenho um arsenal de nomes por já ter trabalhado em outros clubes e acompanhado muitos jogos de base. Só nesse ano, contando os 15 jogos de Gauchão, já observei cerca de 35 partidas, entre juniores, juvenis, Segundona, Divisão de Acesso, e outros. Tenho uma lista de seis ou oito nomes por posição. Partindo disso, para responder a sua pergunta, a partir do momento em que formarmos uma equipe com os atletas que temos em mente, vamos montar o modelo de jogo. Hoje eu vejo o modelo de jogo muito mais importante do que o sistema, porque são princípios que você vai implantar na sua equipe, na organização ofensiva e defensiva, com subprincípios, o que a equipe vai fazer quando perder a bola lá na frente, por exemplo. Tudo isso o atleta tem que saber, e aí, claro, tem um sistema prático que vamos trabalhar. Algumas pessoas se apegam muito a sistema e esquecem que tem coisas muito mais importantes dentro do jogo.
SERRANOSSA - Independente do que você tiver à disposição, tem algum desenho tático preferencial?
Júlio - Eu gosto de trabalhar com uma primeira linha de quatro. O formato de meio e setor de ataque, isso varia muito. Mas não abro mão de jogar com uma linha de quatro atrás, não sou adepto a três zagueiros. Não gosto de 3-5-2 ou 3-6-1, não que daqui a pouco, em uma eventualidade ou necessidade, eles não possam ser usados, mas não gosto. Acredito que é uma tendência do futebol mundial jogar com uma linha de quatro atrás, você não vê mais equipes ou seleção jogando com três zagueiros, acho que você fica mais protegido com uma linha de quatro bem postada. Mas tem que haver um equilíbrio, hoje o time tem que atacar com os 11 e defender com os 11. O que é isso: você colocar, no seu atleta, a importância de todos estarem fazendo parte do processo defensivo quando têm a bola, e todos fazerem parte do momento ofensivo. Não são apenas os meias e atacantes, os que ficam atrás da linha da bola também estão participando do momento ofensivo.
SERRANOSSA - O Winck não gostava de centroavante...
Júlio - Não, não gostava. Eu particularmente gosto de ter um jogador de área, independente do sistema. Por exemplo, se eu jogar no 4-4-2, independente do meu formato de meio de campo, vou querer que o meu ataque tenha um jogador de lado e um de área. Claro, dependendo do jogo, se estou sem o meu camisa nove, em uma situação diferente, nada impede que possamos jogar com dois jogadores de velocidade. Mas em um geral, se você me perguntar o que eu prefiro, prefiro o nove. Em um 4-2-3-1, gosto de ter um nove também, um do lado direito e um do lado esquerdo de velocidade, mas um centralizado que é o nove. Esse deve ser um jogador versátil, com mobilidade, que também saia da área, que faça movimentação. Eu não gosto daquele nove ‘paradão’.
SERRANOSSA - Você acompanha com assiduidade jogos no interior do Estado, em várias categorias e divisões. Tem uma receita para vencer no futebol gaúcho ou a qualidade prevalece?
Júlio - Olha, eu vou falar mais especificamente do campeonato que vamos jogar e do qual já participei em três oportunidades. Ao contrário do que muita gente diz, tem equipes muito fortes na Copinha. O Passo Fundo de 2013 é um exemplo, a equipe da Copinha era quase a mesma do Gauchão, com jogadores como Xaro, Bruno Grassi, Garroni, Mateus Santana, Lenilson, Hyantony, entre outros. É complicado falar em receita, mas é um futebol mais de contato, de primeira bola. Não abro mão, no entanto, de uma equipe que jogue. Que sem a bola seja muito aguerrida e que busque recuperar a posse incessantemente, encurtando espaço; e com a bola, que jogue, que a coloque no chão e faça o jogo andar. Não sou muito adepto daquela equipe que joga só fechada, em contra-ataques, esticando bola. Eu gosto de times que ditem o ritmo e fiquem com a bola.
Quatro jogos como interino
Júlio César Nunes jamais foi técnico efetivo de uma equipe profissional, mas tem quatro experiências na carreira como interino. Em 2006, orientou o Juventude na derrota para o Guarany de Bagé, por 1 a 0, pela Copa RS. Em 2010, assumiu o lugar do treinador suspenso no comando do Campo Mourão contra o Roma de Apucarana pela segunda divisão paranaense. Acabou dando sorte e sua equipe venceu por 2 a 1. Em 2012, Winck decidiu que Júlio prepararia o Esportivo para amistoso contra o Juventude, vencido pelo alviazul por 2 a 0. Já neste ano, em meio à saída de Emerson Ávila e a chegada de Flávio Campos, coube ao então auxiliar comandar o Esportivo em duelo contra o Cruzeiro, em Gravataí, pelo Gauchão. A partida acabou empatada em 1 a 1. 
FONTE:http://www.serranossa.com.br/editorias/esporte/ideias-de-jogo-e-ambicoes-do-novo-tecnico-alviazul/

terça-feira, 3 de junho de 2014

Esportivo confirma inscrição na Copinha




Após dois anos de um calendário que se limitou à disputa do Gauchão, o Esportivo deve voltar a ter futebol o ano todo. A direção confirmou nesta semana inscrição na Copinha da Federação Gaúcha de Futebol (FGF), com orçamento já definido e planejamento traçado para a montagem do plantel e comissão técnica. A oficialização da participação, no entanto, ainda depende de uma resposta do Tribunal de Justiça Desportiva (TJD).
Um dos fatores que levaram o clube a decidir pela continuidade do futebol no segundo semestre foi a perda de seis mandos de campo imposta pelo Pleno do TJD em julgamento do caso Márcio Chagas. O clube confia que pode reverter a subtração de pontos no STJD, mas acredita que dificilmente escapará de uma punição, menor ou maior, sobre os mandos de campo. A participação na Copinha, dessa forma, serviria para pagar essa conta antes das disputas do Gauchão ou Segundona. Entretanto, ainda não há a certeza de que a sentença poderá ser cumprida no torneio. Um documento já foi emitido ao TJD para que especifique isso, e se a pena tiver que ser paga apenas no Gauchão ou Segundona, o planejamento para a Copinha será interrompido. “Confirmamos nossa inscrição, mas com essa ressalva”, conta o presidente do clube, Luis Oselame.
Alguns contatos informais, contudo, já sinalizaram que a pena poderá ser paga em qualquer jogo oficial, e a tendência é que essa informação seja ratificada pelo TJD.
Todo o planejamento para a competição já foi traçado. A ideia é montar uma base para a equipe Sub-19 que será formada no próximo ano, quando o Esportivo pretende dar continuidade à complementação das categorias de base. “Tem duas coisas que norteiam nossa participação na Copinha. Além de resolver o problema de mandos de campo, a outra é montar um grupo jovem que vai fazer parte, no ano que vem, do time Sub-19. Ou seja, estamos pensando no presente, com relação aos mandos de campo; e no futuro, com a montagem de uma equipe jovem que possa formar a base do nosso Sub-19”, ressalta Oselame
O orçamento seria de quatro a cinco vezes inferior ao do Gauchão, onde os custos beiraram os R$ 150 mil mensais. A ideia é firmar parceiras com clubes e empresários para que as despesas sejam as mínimas possíveis. Pelo menos cinco atletas da equipe Juvenil e os outros cinco que ainda têm vinculo com o clube (o goleiro Adilson, os volantes Gregory e Renan, o meia Patrick e o atacante Didi) complementariam o plantel. “O orçamento seria bastante restrito, não vamos ter hospedagem em hotéis, evitaremos despesas com passagens aéreas e transferência entre federações, também não teríamos custos com material esportivo, já que podemos aproveitar o que temos. O objetivo é reduzir ao máximo as despesas para focarmos apenas nos salários”, frisa o presidente.
O custo também seria bastante ínfimo com a comissão técnica. Oselame confirmou que Júlio César Nunes (foto) será o treinador caso a participação seja confirmada. Ele faz parte de uma comissão permanente do clube e trabalhou como auxiliar dos últimos três comandantes do alviazul: Luis Carlos Winck, Emerson Ávila e Flávio Campos. A ideia é contratar somente um preparador físico e aproveitar os profissionais da base para completar a equipe técnica.
Copinha 2014
O regulamento da Copinha do segundo semestre será definido em congresso técnico na próxima segunda-feira, dia 2, na sede da Federação Gaúcha de Futebol (FGF). A tendência é que ela seja dividida em duas etapas, com disputas regionais, primeiro; e depois um torneio entre os melhores de casa região, assim como ocorreu na última temporada.
Os primeiros jogos estão previstos para ocorrer no dia 16 de julho. 

FONTE: http://www.serranossa.com.br/editorias/esporte/esportivo-confirma-inscricao-na-copinha/

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Modelo de jogo





* Júlio César Nunes

            Modelo de jogo pode –se definir como a forma que a equipe atua nas partidas. É um conjunto de princípios que os atletas executam quando estão sem e com a posse de bola.
            Muitos confundem ainda, sistemas táticos, com modelo de jogo. Independente do sistema escolhido, a forma que a equipe atua, se posta em campo, define seu modelo. O modelo de jogo, está relacionado também à cultura da equipe, a história. Muitos técnicos acabam tendo insucesso nas equipes, por ignorarem completamente esse quesito.
            Não se imagina hoje, um técnico assumir a equipe do Barcelona, e mudar a forma da equipe jogar. Tirar os toques curtos e a posse de bola adquirida, e implantada em todas as categorias de base do clube, pois isso é uma forma, um modelo de jogo definido. Se imagina o Barcelona, jogando com transição ofensiva rápida, com contra-ataque e lançamentos longos, apenas? O Barcelona até pode ter uma transição ofensiva rápida, mas apoiada no passe, saindo com passes curtos, compactando a equipe à frente.
            Não podemos ignorar a cultura, a história da equipe. Você imagina a equipe do Grêmio jogando sem um número 9, um centroavante? Apenas com atacantes de velocidade?
            Quando se assume uma equipe, a primeira observação a ser feita é entender sobre seu passado, saber as características dos atletas que já estiveram ali, e marcaram história nesse clube. A partir disso, você conseguirá ter elementos que lhe ajudarão a definir um modelo de jogo, uma forma de jogar.
            Com princípios claros e bem definidos, você começará a implantar o seu modelo de jogo. Os atletas deverão saber exatamente em que momento do jogo, se deve aumentar ou diminuir a intensidade, por exemplo. Definir em qual faixa do campo, e em que momento se pressionará o adversário até roubar a bola, ou parar a jogada com uma falta tática.
            Se a sua transição defensiva, for de forma “agressiva”, pressionando alto, encurtando os espaços lá no campo do adversário, isso deverá estar bem claro em seus atletas, e principalmente em que momento do jogo. Se sua transição ofensiva, por exemplo, for em contra-ataque, pré - estabelecido, seus atletas deverão saber exatamente qual movimentação realizar, a partir, do momento que se recupera a posse de bola.
             Outro fator a ser considerado, deve ser a “adaptação de clube para clube”. Segundo Drubscky (2003) o processo de adaptação do atleta deverá ser abordado sob dois aspectos: adaptação técnico tática e adaptação ambiental. A adaptação ambiental seria, a forma que o atleta vai se inserir no novo ambiente, uma estrutura boa, ser bem recebido, se sentir confortável, motivado para criar, são fatores determinantes para seu sucesso. À questão técnico tática se refere mais ao modelo de jogo, pois muitas vezes, os atletas vêm de outras culturas, cidades e outras formas de se “entender” o futebol. Demoram para se adptar à nova forma de jogar, pois sua questão cognitiva não foi trabalhada como deveria anteriormente.
            Sendo assim, acredito que algumas equipes aqui no Brasil, já estão definindo bem a sua forma de jogar, e implantando isso como característica no clube. Inserindo em suas categorias de base um modelo de jogo, que fará com que os atletas entendam, e melhorem suas qualidades técnico táticas. Assim sendo, o atleta subirá de categoria e terá grande possibilidade de êxito, pois encontrará o mesmo modelo de jogo na categoria acima, assim sendo, até o profissional.


* Profissional de Educação Física, CREF: 017221-G/RS. Auxiliar técnico do profissional do Clube Esportivo Bento Gonçalves RS.


Bibliografia: 

Universo Tático do Futebol. Editora Health, 2003.



domingo, 23 de março de 2014

Encaixe de marcação

         
           






           Tenho observado alguns jogos, neste Gauchão 2014, e encontrando algumas situações parecidas entre os técnicos, com algumas exceções. O encaixe de marcação é fator crucial entre eles, conhecimento do adversário, e leitura rápida do que a outra equipe poderá fazer durante a partida. Muitas vezes, a melhor alternativa tática para o jogo é não deixar o adversário jogar. Essa poderá ser uma solução inteligente, dependendo das circunstâncias, apesar de parecer ser uma atitude medrosa. O encaixe de jogo, ou encaixe tático das duas equipes em campo, é uma circunstância fundamental para a análise da partida.
             É comum no futebol que as pessoas vejam o jogo somente na perspectiva da sua equipe, já o técnico não pode cometer esse erro. Se ele conhece bem o adversário, poderá até antever situações táticas do próximo jogo para prevenir e posicionar corretamente seus atletas. O encaixe inteligente no adversário favorece a marcação e a fluência do jogo. O técnico pode alterar detalhes no desenho, momentos antes do jogo (ajuste final) sem interferir na ideia geral ou sistema tático, isso é muito utilizado atualmente. Mas durante a partida, que serão aplicadas as melhores soluções para a equipe. Principalmente para o segundo tempo, é muito importante dar uma atenção especial a reorganização tática da equipe.
         Nos últimos 45 minutos de jogo, muitos fatores contribuem para a desorganização do encaixe proposto inicialmente, as substituições, a força do resultado, o desgaste físico e a consequência queda da concentração, além das mudanças de estratégias do adversário, são as principais delas. A leitura de jogo correta é crucial na detecção dos pontos a serem alterados.
           Por fim, a comunicação dos atletas dentro de campo, se orientando e se cobrando, ajuda muito na hora do encaixe da marcação, isso o técnico deve cobrar de seus atletas e incentivá-los a falar cada vez mais.


sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

ESPORTIVO CONSEGUE EMPATE FORA DE CASA

COMANDADO POR JÚLIO CESAR NUNES O ESPORTIVO EMPATA FORA DE CASA - 06/02/2014

O time do Esportivo viajou a Gravataí nesta quarta-feira, para enfrentar o Cruzeiro de Porto Alegre no Vieirão.

O jogo começou equilibrado, mas não demorou muito para a equipe de Bento Gonçalves assumir o controle. Sob novo comando, com mais atitude dentro de campo e com espírito renovado, o time foi para o ataque, buscou o gol desde o início. Devido a essa postura ofensiva, o Tivo dominou o jogo, tendo inúmeras chances de abrir o placar enquanto a equipe do Cruzeiro não conseguiu um chute a gol no primeiro tempo.

No segundo tempo o jogo seguiu igual, até que aos 20 minutos, Cássio entrou no lugar de Fabinho. Troca essa que se mostrou eficiente, pois foi do pé dele que saiu o gol do Esportivo, após bom passe de Robert. Com o placar favorável, o Alviazul administrou o resultado, não deixando nunca de atacar, porém diminuindo um pouco o ritmo. Foi somente em uma jogada de bola parada que o Cruzeiro conseguiu o empate, e esse foi único lance de perigo que eles tiveram no jogo.

Apesar de não ter conseguido os três pontos, o Esportivo mostrou um time competitivo dentro de campo, brigando até o último minuto, no qual Vina quase marcou o segundo gol, com um belo chute colocado, de fora da área.



O Clube agora está voltado para o jogo contra o São Luiz no sábado, que, nas palavras do auxiliar Júlio César Nunes, será a primeira das nove finais que teremos pela frente.



Ficha Técnica:



Esportivo: Vinícius, Afonso(Thiaguinho), Wallinson(Luther), Reginaldo, Baroni, Agenor, Carlinhos, Vina Fabinho(Cássio), Clayton e Robert.

Gols: Cássio.



Cruzeiro: Fabio; Thiago Mattos, Carlão, Claudinho, Jeânderson (Douglas), Reinaldo, Vânderson, Alexandre (Marcio Bambu), Matheus, Leandro Rodrigues e Paulinho (Thiago Corrêa). 

Gols: Leandro Rodrigues.

FONTE: wwwclubeesportivo.com.br