sexta-feira, 28 de novembro de 2014

TÉCNICO FALA SOBRE SAÍDA DO ESPORTIVO





Técnico Júlio César Nunes, demitido na última terça, 11, do Esportivo, de Bento Gonçalves falou sobre a saída do Tivo.

"Gostaria de agradecer o apoio dos torcedores e da direção do Esportivo, ao grupo de atletas e toda comissão técnica. Depois de quatro anos no clube, no qual passei por várias funções, entre base e profissional chega ao fim meu ciclo. Com um orçamento inferior a muitas equipes, e com uma média de idade de apenas 22 anos e com jogadores que nem recebiam salários, queriam apenas a vitrine, chegamos longe em todas as competições. Tivemos uma sequência incrível de sete jogos sem perder na Serrana e terminamos o primeiro turno com o melhor aproveitamento entre todas as equipes do torneio. Saio com a cabeça erguida e com o papel de dever cumprido. Como o clube havia manifestado o interesse em continuar comigo e o próprio diretor técnico havia comunicado a continuação, meu interesse também era de permanecer, porém logo em seguida, a diretoria achou melhor tomar outro rumo. De qualquer forma desejo todas as glórias a esse clube com uma história linda e uma cidade acolhedora. Obrigado Esportivo!"

Números da campanha à frente da equipe neste ano desde que foi efetivado.
- Copa Serrana (eliminado na semifinal): 14j, 7v, 3e, 4d; 18gm, 13gs 
- Copa Fernandão (eliminado nas quartas de final pelo gol qualificado) 6j, 2v, 2e, 2d; 5gm e 5gs

FONTE: http://peleiafc.com/post/3024/tecnico-fala-sobre-saida-do-esportivo


segunda-feira, 1 de setembro de 2014

ENTREVISTA COM O TÉCNICO JÚLIO CÉSAR NUNES


Hoje estive conversando com o técnico do Esportivo, Júlio César Nunes. Treinador da nova geração do futebol gaúcho e que atualmente faz um grande trabalho no time de Bento Gonçalves. Confira como foi nossa entrevista:

>>> Esta é tua primeira oportunidade como técnico da equipe principal, mas tu já está no Esportivo a bastante tempo, o "Tivo" é teu primeiro clube?
JÚLIO: Iniciei minha carreira cedo, logo aos 18 anos parei de jogar, joguei até juniores, em equipes como Brasil FA, SER Caxias e UCS. Após ingressei na faculdade de Educação Física e comecei a trabalhar como comissão técnica, isso no ano de 2003, permaneci nas equipes de futebol da UCS (campo) até final de 2004, onde tive o convite para ser técnico das categorias de base do E.C. juventude, onde trabalhei nos anos de 2005 e 2006. No Juventude tive boas experiências trabalhei com atletas como Zezinho, Fernando que chegou no Grêmio e seleção, Rômulo, Alex Telles, entre outros..... Participamos de muitas competições à nível nacional e também pude fazer parte da equipe B do clube, sendo auxiliar técnico do Caio Mello, filho do Paulo Autuori na Copa RS de 2006. Naquela oportunidade, comandei a equipe interinamente em uma partida. Após tive passagens pela base da SER Caxias em 2007 e 2008 e fora do estado do RS também. No ano de 2010, tive o convite do Ademir Bertoglio (atual gerente de futebol do Veranópolis) para ser técnico da equipe sub-20 do Sport Club Campo Mourão PR. Fui técnico no paranaense sub-20 e auxiliar técnico do profissional da Segunda do paranaense. Em 2011 retornei e fui trabalhar no Esportivo como técnico do sub-17. No mesmo ano já exerci a função de auxiliar do profissional, trabalhando com Nestor Simionatto e Hélio Vieira. No ano de 2012 fui efetivado auxiliar técnico do clube, onde conheci o Luiz Carlos Winck, fizemos uma campanha excelente, se sagrando campeão da divisão de acesso de 2012. No ano seguinte, continuamos no clube e chegamos às semi-finais do gauchão A contra o Internacional. No segundo semestre, o Winck me convidou para ir para o Passo Fundo, onde fomos Campeões da Copa Serrana. Após o Esportivo me fez o convite para retornar e ser o auxiliar do Émerson Ávila no Gauchão 2014. Foi muito bom, pois aprendi muito com o Émerson. Quando ele saiu, assumi como interino e conquistamos um ponto importante fora de casa, contra o Cruzeiro POA. Após continuei com o Flávio Campos, onde também aprendi bastante. Após o gauchão, me efetivaram como técnico principal do clube. Fiquei muito feliz e me sinto preparado para fazer um bom trabalho. Sempre comentei que seria um "salto sem volta", e graças a Deus, os trabalhos estão sendo bons e os resultados aparecendo.

>>> Tu sempre sonhou em ser técnico de futebol, ou em algum momento pensou em ser jogador?
JÚLIO: Sempre foi meu sonho, como a maioria_dos jovens, ser jogador de futebol. Mas quando estava com 18 anos, uma hérnia de disco nas costas acabou me atrapalhando, poderia até ter feito a cirurgia e insistir mais, mas como já tinha a ideia de fazer o curso de educação física, segui para o lado de comissão técnica, e vejo que foi o mais coerente a ser feito, hoje me sinto muito feliz com meu trabalho. Gosto muito do que faço, faço com muito amor.

>>> Para a profissão de técnico tu é bastante jovem, tu esperava ter uma oportunidade em um clube profissional tão cedo?
JÚLIO: Como estou há quase 4 anos no clube, isso ajudou um pouco. Pois já me conhecem e sabem do meu perfil. Que apesar da idade, sempre demonstrei muita maturidade e seriedade nos meus trabalhos. A oportunidade aparece e você precisa estar preparado. Esses anos como auxiliar técnico, me deram muita bagagem. Acredito que a experiência se dá pelas vivências e não somente pela idade. Vale ressaltar que Tite treinou seu primeiro clube com 29 anos, Péricles Chamusca foi vice campeão brasileiro com 27 anos, assim como outros na nova geração, Dado Cavalcanti na série B do brasileiro quando tinha 29 anos... Hoje temos muitos técnicos aparecendo e mostrando que a renovação precisa ser feita.

>>> Tu vem fazendo um trabalho muito bom no Esportivo, bem acima das expectativas. Tu esperava que o trabalho seria tão bom desde o início?
JÚLIO: Acredito que o trabalho se dá por partes, já na montagem  do grupo, procurei trazer atletas com um perfil bom. Que gostasse de trabalhar e que eu já tinha trabalhado. Isso aconteceu com a maioria. Sempre que estou por casa, ou nos períodos que não têm competições, vejo jogos e aumento meu banco de dados. Conheço muitos atletas, desde base até profissional. Isso ajudou, eles, atletas, compraram a ideia. O trabalho está sendo bom sim, mas sempre passo aos meus atletas, para terem os pés no chão, passo a passo. A humildade é muito importante. Claro, que posso dizer, que pelo baixo investimento, os resultados já estão acima das expectativas. Hoje, estamos entre os 8 melhores na Copa Fernandão, nas quartas de final, uma competição que pode colocar o Esportivo na Copa do Brasil. E na Serrana, invictos, de 9 pontos disputados, conquistamos 7. E ressalto também o trabalho da minha comissão técnica, consegui trazer profissionais que são de minha confiança e que são muito bons. O Marquinhos Muniz de preparador de goleiros e o Gustavo leão na preparação física. Ambos, além de exercerem muito bem as suas funções me auxiliam no dia a dia para uma melhor condução do trabalho.

>>> A maioria dos clubes usam as copas do segundo semestre como laboratório para o ano seguinte, entretanto outros buscam os títulos. O objetivo do Esportivo é conquistar taças neste segundo semestre?
JÚLIO: O objetivo do clube é usar como laboratório. Observar atletas que possam ter uma sequência aqui no clube para o próximo ano.Também lançar alguns atletas oriundos da base. Claro que para nós da comissão técnica e atletas, o objetivo é sempre chegar o mais longe possível. Entrar sempre para vencer. Mas passo a passo, com muita inteligência nas decisões e planejamento para saber aonde queremos chegar.

>>> Qual a maior dificuldade que tu vem encontrando para juntamente com a direção do clube fazer futebol neste segundo semestre?
JÚLIO: Todos nós sabemos das dificuldades que os clubes encontram para fazer futebol no segundo semestre. A federação poderia ajudar mais os clubes, tentando alguns patrocinadores para essas copas. Isso ajudaria muito. Mas de qualquer forma, o poder público e os torcedores poderiam ajudar mais, muito se cobra futebol no segundo semestre, e quando o clube faz, poucos apoiam.

>>> Tu gostaria de deixar uma mensagem para o torcedor do Esportivo?
JÚLIO: Gostaria de dizer que tenho um carinho muito grande pelo Esportivo, pois foi o clube que me abriu as portas lá em 2011. E agora neste ano, me dando essa oportunidade de realizar um trabalho como técnico principal da equipe. Tenho um enorme respeito ao torcedor alviazul, pois sei que são poucos, mas fiéis. estes que amam o Esportivo e não desistem do seu clube. Faço um apelo que compareçam e torçam pelo nosso clube. Pois as expectativas são boas, estamos chegando passo a passo, nas duas competições. vamos juntos, tornar o esportivo cada vez mais forte!


FONTE: http://toquedebolars.blogspot.com.br/2014/08/entrevista-com-o-tecnico-julio-cesar.html

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Júlio Nunes busca sua afirmação



  


Depois do Campeonato Gaúcho e da queda do time para a segunda divisão, (recursos ainda pendentes para julgamentos na STJD, no Rio de Janeiro), a direção do Clube Esportivo confirmou participação nas copas RS (Copinha) e Serrana, que ocorrerão a partir do mês de agosto. Os eventos irão movimentar o Departamento de Futebol do alviazul e os atletas na preparação do time para o próximo gauchão, já que a direção acredita numa reversão de pontos e mandos de campo, que assegurará o clube na divisão principal do campeonato.
Pensando nesta ideia de reformulação, o diretor de futebol Edu Casagranda, com o aval do presidente do clube Luis Oselame, manteve um dos profissionais que há quatro anos vem desempenhando uma função um pouco diferente no estádio Parque Montanha dos Vinhedos. De auxiliar técnico dos times treinados por Luis Carlos Winck, Emerson Ávilla e Flávio Campos, agora se efetivou como novo treinador do clube para o final desta temporada e início da próxima de 2015.

Trata-se de Júlio César Nunes, 29, técnico jovem, mas com uma visão no futuro do clube, pois trabalhou com as categorias de base e vem mantendo um banco de dados de atletas com perfil para fazer parte do elenco da equipe e atuar no time em várias temporadas.
Júlio iniciou como treinador das categorias de base no Esportivo e, após, foi auxiliar de Luis Carlos Winck, em 2012, onde o Esportivo chegou nas semifinais do Gauchão daquela temporada. Depois, em 2013, foi para o Passo Fundo a convite do Winck e conquistou a Copa Serrana,. Retornando ao alviazul trabalhou com os técnicos Emerson Ávilla e Flávio Campos. 
Após a experiência, a direção o efetivou como funcionário do clube, e Nunes passou a ter uma função diferente neste tempo, após o gauchão, ele buscou informações de atletas em clubes de diversas divisões no estado e agora, como técnico, pretende formar uma base forte para que o Esportivo retome a sua força como um dos principais clubes no Estado e conquiste seu espaço novamente no cenário do futebol gaúcho e nacional.


FONTE: http://www.jornalsemanario.com.br/caderno/julio-nunes-busca-sua-afirmacao

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Ideias de jogo e ambições do novo técnico alviazul

Júlio quer que a primeira chance como treinador efetivo seja “um salto sem volta” na carreira
Fotos: João Paulo Mileski
Ideias de jogo e ambições do novo técnico alviazul
A participação nas Copas Serrana e RS marcarão um momento de recomeço para o Esportivo, com reformulação no departamento de futebol, comissão técnica e plantel. O ex-auxiliar Júlio César Nunes, por sua vez, terá a chance de começar. Aos 29 anos, o caxiense terá sua primeira oportunidade como treinador efetivo à frente de uma equipe profissional. Os prognósticos são bastante desafiadores, já que o limitado orçamento do clube deve viabilizar não mais do que uma equipe modesta, com jogadores jovens e desconhecidos. A motivação do iniciante treinador, contudo, é proporcional ao desafio.
Nessa entrevista ao SERRANOSSA, Júlio demonstra que, apesar da pouca idade, está bastante municiado de experiência sobre conceitos de jogo. O perfil é de um técnico adepto ao futebol moderno, com ideias além das convencionais, e que ressalta ter aprendido muito com Luis Carlos Winck, com quem trabalhou por dois anos, no Esportivo e no Passo Fundo. Se dará tão certo quanto o principal treinador da história recente do alviazul, não se sabe. Confiança, no entanto, não falta. “Pretendo dar esse salto para não voltar mais”, aspira.
SERRANOSSA - Você esperava por essa oportunidade nesse momento?
Júlio César Nunes - Eu já estava me preparando para ter essa oportunidade. Talvez as pessoas não conheçam toda a minha trajetória, mas desde 2010 eu venho tendo trabalhos no profissional, como auxiliar e interino em algumas situações. Acredito que um momento muito importante foi quando me desliguei totalmente da base e passei a ser somente auxiliar do Esportivo, em 2012. Aprendi muito com o Winck, conquistamos o título da Divisão de Acesso e depois fizemos uma boa campanha no Gauchão, quando eliminamos o Lajeadense, que era muito favorito, na casa deles, e fizemos uma semifinal contra o Inter. Depois disso eu saí, fui para o Passo Fundo e foi uma experiência muito interessante porque eu pude vivenciar outro clube e conhecer outras pessoas, outros dirigentes. Aceitei o convite para voltar ao Esportivo com o objetivo de ter novos contatos, conviver com novos profissionais e agregar no meu currículo novas tendências e metodologias. Trabalhei com o Emerson Ávila, aprendi muito com ele e toda a comissão técnica, com o Maia (preparador de goleiros), com o Gerson Rocha (preparador físico). Se a oportunidade viesse agora, como aconteceu, ótimo; se fosse mais na frente, não haveria problema. Mas eu já vinha me preparando para esse momento e me sinto pronto para a incumbência que o clube me deu. Agradeço ao Esportivo por ser o clube que me abriu as portas, lá em 2010, e agradeço, agora, pela oportunidade e confiança. Pretendo dar esse salto para não voltar mais.
SERRANOSSA - Como funcionário do clube, você trabalhou com treinadores como Hélio Vieira, Nestor Simionato, Luis Carlos Winck, Flávio Campos e Emerson Ávila. Com quem aprendeu mais?
Júlio - Eu acho que é um somatório. Vou dar o exemplo de alguém que admiro muito e muitas vezes, quando posso, acompanho de perto, em treinos e jogos: o Roger (técnico do Juventude). É um cara que teve uma trajetória parecida com a minha. Claro, ele foi um grande jogador, mas depois foi estudar, se formou em educação física e foi ser auxiliar do clube. E quando você é auxiliar do clube, você trabalha com vários treinadores e vai pegando o que cada um tem de melhor. Eu não tenho como não citar o Winck, porque trabalhei dois anos com ele e trata-se de um exemplo de profissional e pessoa. O Ávila me agregou muito na parte tática, mas com o Winck aprendi muito sobre comando, postura, lidar com situações do dia a dia, com direção, comissão, atletas. O treinador também é um gestor, ele tem que gerenciar pessoas, e o Winck faz isso muito bem e eu me espelho muito nele. Mas aprendi um pouco com cada um, a gente vai somando tudo e definindo o próprio perfil.
SERRANOSSA - Você profere cursos sobre táticas, estratégias e preparação de jogo. Agora, na prática, tem algum modelo ou sistema que planeja adotar ou isso depende dos jogadores que terá à disposição?
Júlio - Não tem como falar de modelo e sistema sem antes começar pela montagem do grupo. Ela é importantíssima em um processo de equipe. Primeiro, porque você está inserido em um clube que tem suas tradições, suas raízes, e a história do Esportivo mostra que sempre foram equipes aguerridas, competitivas, e a gente não pode fugir disso. Eu estou no futebol gaúcho, em um clube de quase 100 anos, com uma grande história. Então pretendo, sim, mesmo com uma equipe jovem, formar um time competitivo, com jogadores que queiram crescer, buscar o seu espaço. Eu tenho um arsenal de nomes por já ter trabalhado em outros clubes e acompanhado muitos jogos de base. Só nesse ano, contando os 15 jogos de Gauchão, já observei cerca de 35 partidas, entre juniores, juvenis, Segundona, Divisão de Acesso, e outros. Tenho uma lista de seis ou oito nomes por posição. Partindo disso, para responder a sua pergunta, a partir do momento em que formarmos uma equipe com os atletas que temos em mente, vamos montar o modelo de jogo. Hoje eu vejo o modelo de jogo muito mais importante do que o sistema, porque são princípios que você vai implantar na sua equipe, na organização ofensiva e defensiva, com subprincípios, o que a equipe vai fazer quando perder a bola lá na frente, por exemplo. Tudo isso o atleta tem que saber, e aí, claro, tem um sistema prático que vamos trabalhar. Algumas pessoas se apegam muito a sistema e esquecem que tem coisas muito mais importantes dentro do jogo.
SERRANOSSA - Independente do que você tiver à disposição, tem algum desenho tático preferencial?
Júlio - Eu gosto de trabalhar com uma primeira linha de quatro. O formato de meio e setor de ataque, isso varia muito. Mas não abro mão de jogar com uma linha de quatro atrás, não sou adepto a três zagueiros. Não gosto de 3-5-2 ou 3-6-1, não que daqui a pouco, em uma eventualidade ou necessidade, eles não possam ser usados, mas não gosto. Acredito que é uma tendência do futebol mundial jogar com uma linha de quatro atrás, você não vê mais equipes ou seleção jogando com três zagueiros, acho que você fica mais protegido com uma linha de quatro bem postada. Mas tem que haver um equilíbrio, hoje o time tem que atacar com os 11 e defender com os 11. O que é isso: você colocar, no seu atleta, a importância de todos estarem fazendo parte do processo defensivo quando têm a bola, e todos fazerem parte do momento ofensivo. Não são apenas os meias e atacantes, os que ficam atrás da linha da bola também estão participando do momento ofensivo.
SERRANOSSA - O Winck não gostava de centroavante...
Júlio - Não, não gostava. Eu particularmente gosto de ter um jogador de área, independente do sistema. Por exemplo, se eu jogar no 4-4-2, independente do meu formato de meio de campo, vou querer que o meu ataque tenha um jogador de lado e um de área. Claro, dependendo do jogo, se estou sem o meu camisa nove, em uma situação diferente, nada impede que possamos jogar com dois jogadores de velocidade. Mas em um geral, se você me perguntar o que eu prefiro, prefiro o nove. Em um 4-2-3-1, gosto de ter um nove também, um do lado direito e um do lado esquerdo de velocidade, mas um centralizado que é o nove. Esse deve ser um jogador versátil, com mobilidade, que também saia da área, que faça movimentação. Eu não gosto daquele nove ‘paradão’.
SERRANOSSA - Você acompanha com assiduidade jogos no interior do Estado, em várias categorias e divisões. Tem uma receita para vencer no futebol gaúcho ou a qualidade prevalece?
Júlio - Olha, eu vou falar mais especificamente do campeonato que vamos jogar e do qual já participei em três oportunidades. Ao contrário do que muita gente diz, tem equipes muito fortes na Copinha. O Passo Fundo de 2013 é um exemplo, a equipe da Copinha era quase a mesma do Gauchão, com jogadores como Xaro, Bruno Grassi, Garroni, Mateus Santana, Lenilson, Hyantony, entre outros. É complicado falar em receita, mas é um futebol mais de contato, de primeira bola. Não abro mão, no entanto, de uma equipe que jogue. Que sem a bola seja muito aguerrida e que busque recuperar a posse incessantemente, encurtando espaço; e com a bola, que jogue, que a coloque no chão e faça o jogo andar. Não sou muito adepto daquela equipe que joga só fechada, em contra-ataques, esticando bola. Eu gosto de times que ditem o ritmo e fiquem com a bola.
Quatro jogos como interino
Júlio César Nunes jamais foi técnico efetivo de uma equipe profissional, mas tem quatro experiências na carreira como interino. Em 2006, orientou o Juventude na derrota para o Guarany de Bagé, por 1 a 0, pela Copa RS. Em 2010, assumiu o lugar do treinador suspenso no comando do Campo Mourão contra o Roma de Apucarana pela segunda divisão paranaense. Acabou dando sorte e sua equipe venceu por 2 a 1. Em 2012, Winck decidiu que Júlio prepararia o Esportivo para amistoso contra o Juventude, vencido pelo alviazul por 2 a 0. Já neste ano, em meio à saída de Emerson Ávila e a chegada de Flávio Campos, coube ao então auxiliar comandar o Esportivo em duelo contra o Cruzeiro, em Gravataí, pelo Gauchão. A partida acabou empatada em 1 a 1. 
FONTE:http://www.serranossa.com.br/editorias/esporte/ideias-de-jogo-e-ambicoes-do-novo-tecnico-alviazul/

terça-feira, 3 de junho de 2014

Esportivo confirma inscrição na Copinha




Após dois anos de um calendário que se limitou à disputa do Gauchão, o Esportivo deve voltar a ter futebol o ano todo. A direção confirmou nesta semana inscrição na Copinha da Federação Gaúcha de Futebol (FGF), com orçamento já definido e planejamento traçado para a montagem do plantel e comissão técnica. A oficialização da participação, no entanto, ainda depende de uma resposta do Tribunal de Justiça Desportiva (TJD).
Um dos fatores que levaram o clube a decidir pela continuidade do futebol no segundo semestre foi a perda de seis mandos de campo imposta pelo Pleno do TJD em julgamento do caso Márcio Chagas. O clube confia que pode reverter a subtração de pontos no STJD, mas acredita que dificilmente escapará de uma punição, menor ou maior, sobre os mandos de campo. A participação na Copinha, dessa forma, serviria para pagar essa conta antes das disputas do Gauchão ou Segundona. Entretanto, ainda não há a certeza de que a sentença poderá ser cumprida no torneio. Um documento já foi emitido ao TJD para que especifique isso, e se a pena tiver que ser paga apenas no Gauchão ou Segundona, o planejamento para a Copinha será interrompido. “Confirmamos nossa inscrição, mas com essa ressalva”, conta o presidente do clube, Luis Oselame.
Alguns contatos informais, contudo, já sinalizaram que a pena poderá ser paga em qualquer jogo oficial, e a tendência é que essa informação seja ratificada pelo TJD.
Todo o planejamento para a competição já foi traçado. A ideia é montar uma base para a equipe Sub-19 que será formada no próximo ano, quando o Esportivo pretende dar continuidade à complementação das categorias de base. “Tem duas coisas que norteiam nossa participação na Copinha. Além de resolver o problema de mandos de campo, a outra é montar um grupo jovem que vai fazer parte, no ano que vem, do time Sub-19. Ou seja, estamos pensando no presente, com relação aos mandos de campo; e no futuro, com a montagem de uma equipe jovem que possa formar a base do nosso Sub-19”, ressalta Oselame
O orçamento seria de quatro a cinco vezes inferior ao do Gauchão, onde os custos beiraram os R$ 150 mil mensais. A ideia é firmar parceiras com clubes e empresários para que as despesas sejam as mínimas possíveis. Pelo menos cinco atletas da equipe Juvenil e os outros cinco que ainda têm vinculo com o clube (o goleiro Adilson, os volantes Gregory e Renan, o meia Patrick e o atacante Didi) complementariam o plantel. “O orçamento seria bastante restrito, não vamos ter hospedagem em hotéis, evitaremos despesas com passagens aéreas e transferência entre federações, também não teríamos custos com material esportivo, já que podemos aproveitar o que temos. O objetivo é reduzir ao máximo as despesas para focarmos apenas nos salários”, frisa o presidente.
O custo também seria bastante ínfimo com a comissão técnica. Oselame confirmou que Júlio César Nunes (foto) será o treinador caso a participação seja confirmada. Ele faz parte de uma comissão permanente do clube e trabalhou como auxiliar dos últimos três comandantes do alviazul: Luis Carlos Winck, Emerson Ávila e Flávio Campos. A ideia é contratar somente um preparador físico e aproveitar os profissionais da base para completar a equipe técnica.
Copinha 2014
O regulamento da Copinha do segundo semestre será definido em congresso técnico na próxima segunda-feira, dia 2, na sede da Federação Gaúcha de Futebol (FGF). A tendência é que ela seja dividida em duas etapas, com disputas regionais, primeiro; e depois um torneio entre os melhores de casa região, assim como ocorreu na última temporada.
Os primeiros jogos estão previstos para ocorrer no dia 16 de julho. 

FONTE: http://www.serranossa.com.br/editorias/esporte/esportivo-confirma-inscricao-na-copinha/

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Modelo de jogo





* Júlio César Nunes

            Modelo de jogo pode –se definir como a forma que a equipe atua nas partidas. É um conjunto de princípios que os atletas executam quando estão sem e com a posse de bola.
            Muitos confundem ainda, sistemas táticos, com modelo de jogo. Independente do sistema escolhido, a forma que a equipe atua, se posta em campo, define seu modelo. O modelo de jogo, está relacionado também à cultura da equipe, a história. Muitos técnicos acabam tendo insucesso nas equipes, por ignorarem completamente esse quesito.
            Não se imagina hoje, um técnico assumir a equipe do Barcelona, e mudar a forma da equipe jogar. Tirar os toques curtos e a posse de bola adquirida, e implantada em todas as categorias de base do clube, pois isso é uma forma, um modelo de jogo definido. Se imagina o Barcelona, jogando com transição ofensiva rápida, com contra-ataque e lançamentos longos, apenas? O Barcelona até pode ter uma transição ofensiva rápida, mas apoiada no passe, saindo com passes curtos, compactando a equipe à frente.
            Não podemos ignorar a cultura, a história da equipe. Você imagina a equipe do Grêmio jogando sem um número 9, um centroavante? Apenas com atacantes de velocidade?
            Quando se assume uma equipe, a primeira observação a ser feita é entender sobre seu passado, saber as características dos atletas que já estiveram ali, e marcaram história nesse clube. A partir disso, você conseguirá ter elementos que lhe ajudarão a definir um modelo de jogo, uma forma de jogar.
            Com princípios claros e bem definidos, você começará a implantar o seu modelo de jogo. Os atletas deverão saber exatamente em que momento do jogo, se deve aumentar ou diminuir a intensidade, por exemplo. Definir em qual faixa do campo, e em que momento se pressionará o adversário até roubar a bola, ou parar a jogada com uma falta tática.
            Se a sua transição defensiva, for de forma “agressiva”, pressionando alto, encurtando os espaços lá no campo do adversário, isso deverá estar bem claro em seus atletas, e principalmente em que momento do jogo. Se sua transição ofensiva, por exemplo, for em contra-ataque, pré - estabelecido, seus atletas deverão saber exatamente qual movimentação realizar, a partir, do momento que se recupera a posse de bola.
             Outro fator a ser considerado, deve ser a “adaptação de clube para clube”. Segundo Drubscky (2003) o processo de adaptação do atleta deverá ser abordado sob dois aspectos: adaptação técnico tática e adaptação ambiental. A adaptação ambiental seria, a forma que o atleta vai se inserir no novo ambiente, uma estrutura boa, ser bem recebido, se sentir confortável, motivado para criar, são fatores determinantes para seu sucesso. À questão técnico tática se refere mais ao modelo de jogo, pois muitas vezes, os atletas vêm de outras culturas, cidades e outras formas de se “entender” o futebol. Demoram para se adptar à nova forma de jogar, pois sua questão cognitiva não foi trabalhada como deveria anteriormente.
            Sendo assim, acredito que algumas equipes aqui no Brasil, já estão definindo bem a sua forma de jogar, e implantando isso como característica no clube. Inserindo em suas categorias de base um modelo de jogo, que fará com que os atletas entendam, e melhorem suas qualidades técnico táticas. Assim sendo, o atleta subirá de categoria e terá grande possibilidade de êxito, pois encontrará o mesmo modelo de jogo na categoria acima, assim sendo, até o profissional.


* Profissional de Educação Física, CREF: 017221-G/RS. Auxiliar técnico do profissional do Clube Esportivo Bento Gonçalves RS.


Bibliografia: 

Universo Tático do Futebol. Editora Health, 2003.